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As antigas minas de cobre de Llandudno foram datadas de meados da Idade do Bronze. A data mais antiga que foi estabelecida até agora é de 1800 aC, à cerca de 3800 anos atrás. Estes antigos vestígios mineiros, que foram abertos ao público pela Great Orme Mines Ltd, estão ainda a ser investigados e revelados. Muitas das galerias da Idade do Bronze sobreviveram sem nunca terem sido perturbadas. Os túneis actualmente acessíveis que se estendem por 300 metros no interior do Great Orme e, numa rede complexa, chegam a uma profundidade de cerca de 75 metros abaixo da superfície, atingem uma distância total de cerca de 8 km, o que os torna nos maiores vestígios da Idade do Bronze existentes na Europa. Alguns dos poços são tão pequenos que só lá poderiam ter trabalhado crianças. Provavelmente aproveitaram a geologia ao máximo escavando primeiro os veios mais suaves de malaquite, a qual pode ser removida à mão.

Muitos fragmentos de ossos de animais, tais como javali, veado e mamutes, foram encontrados os quais teriam sido utilizados como ferramentas. Os ossos foram preservados num ambiente neutro a alcalino resultante da pedra calcária. Mais de 900 maços ou martelos de pedra foram encontrados, provavelmente escolhidos nas rochas vulcânicas duras e arredondadas encontradas nas praias locais. Existem também muitos fragmentos de carvão de antigas fogueiras.

 

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Metalurgia

Ainda não foram encontrados quaisquer vestígios de antigos trabalhos metalúrgicos, o que sugere que o cobre extraído era transaccionado noutro lugar, provavelmente levado para a Cornualha, onde se encontram os únicos depósitos de estanho da Grã-Bretanha – sendo que o cobre e o estanho são os dois metais constituintes necessários para o fabrico do bronze. Os depósitos do Great Orme foram explorados de forma intermitente desde a Idade do Bronze até tempos recentes. Há relatos de que as moedas romanas foram encontradas nas minas no século 19, o que sugere que as minas estavam em uso durante a ocupação romana (40-400 dC). Contudo, o período mais longo em que se verificaram actividades de exploração começou no século 17 e está documentado a partir de 1690 e durou até ao final do século 19.

Geologia

O Great Orme é um promontório isolado de afloramentos calcários carboníferos. Tem uma altitude de cerca de 207 metros acima do nível do mar. É formado por mais de 300 metros de calcário da idade Carbonífera Baixa, deformado em sinclinal suave, e atravessado de norte para sul por, pelo menos, quatro falhas quase verticais. O principal minério presente, a calcopirite, aparece a partir da superfície até à profundidade de pelo menos 180 metros. Alterações e enriquecimentos secundários resultaram em minérios de carbonato, principalmente de malaquite e azurite menor. Os vestígios primitivos de trabalhos do século 17 estavam nos terrenos públicos do Bispo de Bangor e ficaram conhecidos como “Mina Velha”, enquanto que a “Mina Nova”, primeiro mencionada em 1807, ficava situada principalmente nas terras da família Mostyn. Haviam disputas fronteiriças ocasionais entre os dois, uma das quais terminou numa vitória legal para o então proprietário da Mina Velha. Um jantar de celebração realizado no King’s Head Pub, em Llandudno foi mesmo descrito no Mining Journal de 21 de janeiro de 1843:

……após os brindes habituais, bebeu-se à saúde do Sr. Jones e da sua família com muito entusiasmo, e à noite foi soltado fogo de artifício e a cidade ficou esplendidamente iluminada.

A Ty Gwyn Mine (White House Mine) foi uma empresa que surgiu muito depois da Mina Velha e Mina Nova. Localizada a nordeste do Great Orme foi, aparentemente, descoberta por acidente quando um criador de gado notou que depois da sua vaca ter retirado um pedaço de terra, o mesmo revelou vestígios de minério de cobre. Há muitos vestígios mais recentes de exploração mineira no Great Orme, tais como poços de minas, galerias e os alicerces de grande parte dos equipamentos de extrcção e processamento. Calcula-se que cerca de 50.000 toneladas de minério de cobre foi extraído nas minas de Llandudno durante o século 19.

Reference: British Mining No.52. Great Orme Mines, A Monograph of the Northern Mine Research Society, C.J. Williams 1995